Assimétrica Hoje, Sonhei que existia | Samuel Eduardo Fortes
Assimétrica
Hoje,
Sonhei que existia
Mais um estágio
De relacionamentoChamado significante
Ali, sentado na cadeira de balanço
Como um pênduloSilêncio de uma sala
E no silêncio
A sensação exataNascem ondas de amor
Que
Se desfazemO silêncio corre lentamente
Na dura esquina
Estracalha a vidraçaE deu
De sonharQue sonhar
É coisa
Do absurdo
PossívelCada um
No âmago
De sua
SingularidadeA longeva saudade
Guardou a felicidade
Quando se perdia
No andar em círculosA estrada é um labirinto
Em
Todos os dias da semanaNa dúvida
Em um dia qualquer
Quanto menos alguém entende
Mais quero discordarEm um aperto de mãos
Do inevitável intocável
EstrangeiroNa natureza do visível
Sensatez individualPassageiro
Que
Não passa por aquiEu me sinto passageiro
Eu me sinto um estrangeiro