Absorção ⁠Não é a retina Que | Samuel Eduardo Fortes

Absorção

⁠Não é a retina
Que desvenda o mundo

Mas

O olhar que se demora
Na superfície das coisas

A pele da realidade
Tênue membrana

Onde a luz e a sombra
Tecem efêmeros reflexos

O toque do visível
Aveludado e sutil

Desliza
Sobre a epiderme do tempo

Revelando

Onde o efêmero se torna eterno